A Política de C&T Brasileira: três alternativas de explicação e orientação

Renato Dagnino, Rafael Dias

Resumo


A idéia de que o avanço da Ciência e Tecnologia (C&T) necessariamente leva ao progresso social permeia a política científica e tecnológica (PCT) das sociedades contemporâneas. No caso da América Latina, em que se observa uma fratura entre o conhecimento produzido e as necessidades sociais, essa idéia parece fazer ainda menos sentido do que nos países avançados. Baseados em críticas que essa idéia tem merecido de pesquisadores latino-americanos desde a década de 1960, mostramos aqui como elas poderiam ser hoje entendidas nos países da região a partir de uma estilização de como três importantes atores que participam dessa política – o gestor da pesquisa e desenvolvimento (P&D), o avaliador da PCT e o analista da PCT – a visualizam. Mediante esse recurso de exposição, e particularizando para o caso brasileiro, identificamos incoerências da PCT e mostramos sua relação com a visão triunfalista acerca da C&T ainda predominante. Argumentamos, também, sobre a necessidade de adotar uma postura crítica em relação às concepções Instrumental e Determinista da Tecnociência de modo a tornar a PCT mais coerente com as especificidades da região e com o processo de transformação em curso em vários dos países que a integram.

Palavras-chave


Produção de Conhecimento; América Latina; Gestor de P&D; Avaliador da PCT; Analista da PCT

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ISSN Eletrônico: 2178-2822
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