Avaliação da degradação ambiental a partir do monitoramento das áreas de preservação permanentes (APP): uma abordagem na bacia hidrográfica do Rio Palmital (Colombo e Pinhais, Paraná – Brasil)

Autores

  • Elaiz Aparecida Mensch Buffon Universidade Federal do Paraná
  • Otacílio Lopes de Souza da Paz Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.1800

Palavras-chave:

Legislação ambiental. Uso e cobertura da terra. Monitoramento. Geotecnologias

Resumo

O constante monitoramento das áreas de preservação permanentes (APPs) é um mecanismo de extrema importância frente a problemática da degradação ambiental. Dentro desse processo de monitoramento, alguns métodos e técnicas devem ser observados para que se alcance resultados representativos com a realidade. Nesse sentido, a presente pesquisa tem como objetivo analisar a partir de uma visão sistêmica e integrada do ambiente a degradação ambiental em APPs. Voltado para uma abordagem na bacia hidrográfica do Rio Palmital (Colombo e Pinhais, Paraná) busca-se demonstrar um caminho metodológico para uma análise refinada da degradação ambiental em APPs. As análises espaço-temporal foram realizadas com dados de sensoriamento remoto por meio do Sistema de Informações Geográficas, a partir de técnicas de geoprocessamento e processamento digital de imagem de satélite, atreladas a estatística. Os resultados indicam que ocorreu um acréscimo na última década na degradação das APPs, com destaque para as APPs de nascentes e rios.    

Biografia do Autor

Elaiz Aparecida Mensch Buffon, Universidade Federal do Paraná

Doutoranda em Geografia, Departamento de Geografia, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Curitiba/PR. Bolsista CAPES-DS

Otacílio Lopes de Souza da Paz, Universidade Federal do Paraná

Mestrando em Geografia, Departamento de Geografia, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Curitiba/PR. Bolsista CAPES-DS.

Referências

BALMFORD, A.; GASTON, K. J.; RODRIGUES, A. S. L.; JAMES, A. Integrating costs of conservation into international priority setting. Conservation Biology, v. 14, n. 3, p. 597-605, 2000.

BELEM, A. L. G.; NUCCI, J. C. Dependência Energética e Tecnológica (Hemerobia) do Bairro Santa Felicidade-Curitiba PR. Caminhos de Geografia, v. 15, n. 51, p. 37–51, 2014.

BRASIL. Lei n° 12.651, de 25 de maio de 2012. Diário Oficial da União, p. 1–32, 2012. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/L12651compilado.htm>. .

BOTELHO, R. G. M; SILVA, A. S. da. Bacia hidrográfica e qualidade ambiental. In: VITTE, A. C. e GUERRA, A. J. T. (orgs.). Reflexões sobre a geografia física no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004, p.152-187.

CANEPARO, S.; PASSOS, E.; MURATORI, A. FRICK, E. C. L. Identificação de riscos ambientais na Bacia do Rio Verde – RMC – PARANÁ, BRASIL, por meio de um sistema de informação geográfica. Revista Geográfica de América Central – EGAL, Costa Rica, n. esp., p.1-16, 2011.

GALINDO-LEAL, C.; CÂMARA, I. DE G. Mata Atlântica Biodiversidade, Ameaças e Perspectivas. Fundação SOS Mata Atlântica,2005, 472 p.

IBGE, I. B. D. G. E. E. Manual Técnico de Uso da Terra. 2013

.

KOBIYAMA, M. et al. Prevenção de desastres naturais: conceitos básicos. Curitiba, PR: Ed. Organic Trading, 2006.

NOVO, E. M. L. D. M.; FERREIRA, L. G.; BARBOSA, C.; et al. Técnicas avançadas de sensoriamento remoto aplicadas ao estudo de mudanças climáticas e ao funcionamento dos ecossistemas amazônicos. Acta Amazonica, v. 35, n. 2, p. 259–272, 2005.

NOWATZKI, A.; PAULA, E. V; SANTOS, L. J. C. Mapeamento das Áreas de Preservação Permanente na Bacia Hidrográfica do Rio Sagrado (Morretes/PR) e Avaliação do seu Grau de Conservação. Gestão Ambiental Portuária: Subsídio para o licenciamento das Dragagens. 1a ed., v. 1, p.161–178, 2009. Curitiba: ADEMADAN.

RIBEIRO, C. A. A. S.; SOARES, V. P.; OLIVEIRA, A. M. S.; GLERIANI, J. M. O desafio da delimitação de áreas de preservaço permanente. Revista Árvore, Sociedade de Investigações Florestais, 2005.

SCHÄFFER, W. B. et al. Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação x Áreas de Risco: o que uma coisa tem a ver com a outra. Relatório de inspeção da área atingida pela tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro. Brasília: MMA, 2011. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/202/_publicacao/202_publicacao01082011112029.pdf> .Acesso em: 10 mar. 2017.

SHIMABUKURO, Y. E.; MAEDA, E. E.; FORMAGGIO, A. R. Sensoriamento Remoto e Sistemas de Informações Geográficas aplicados ao estudo dos recursos agronômicos e florestais. Ceres, v. 56, n. 4, p. 399–409, 2015.

VALENTE, O. F.; GOMES, M. A. Conservação de nascentes: hidrologia e manejo de bacias hidrográficas de cabeceiras. Viçosa: Aprenda Fácil, 2005.

Downloads

Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Bacias Hidrográficas e Recursos Hídricos: Análise, Planejamento e Gestão