Estudo de caso: reconstituição de eventos deposicionais fluviais em trecho do Ribeirão do Chiqueiro, Gouveia – MG

Autores

  • Glaucia Silva Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.1852

Palavras-chave:

Níveis deposicionais. Ribeirão Chiqueiro. Terraços

Resumo

A bacia do córrego do Chiqueiro corresponde a uma depressão com sentido N-S em área localizada na “Depressão Gouveia”, sendo circundada, em todas as direções pelas Escarpas  quartzíticas da Serra do Espinhaço que delimitam dois compartimentos  geomorfológicos distintos: o piso da depressão e a superfície de cimeira (Saadi e Valadão, 1987). Já foram desenvolvidos estudos relativos aos níveis deposicionais no referido córrego e procurou-se com este trabalho complementar com novas informações sobre as sequências sedimentares incorporadas no córrego chiqueiro. Foram encontrados quatro níveis deposicionais no recorte espacial estudado no Ribeirão do Chiqueiro: um terraço, uma planície e dois níveis deposicionais sem forma definida.  A hipótese levantada, que justifica a migração lateral do rio, está ligada à neotectônica. Pois houve o soerguimento da Serra do Juá, tal fato provocou o basculamento do bloco localizado a margem direita do ribeirão, formando assim um hemi-gráben. O ribeirão Chiqueiro tende ao encaixamento na base da Serra do Juá.  

Biografia do Autor

Glaucia Silva Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais

Instituto de Geociências

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Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Geocronologia e Estudos Paleoambientais