Mapeamento têmporo-espacial das queimadas no Parque Nacional da Serra da Canastra e suas relações com as zonas de planejamento

Autores

  • Cassiano Gustavo Messias Universidade Estadual de Campinas
  • Marcos Cesar Ferreira Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2233

Palavras-chave:

Queimadas. Landsat. Planejamento. Parque Nacional da Serra da Canastra. Unidades de Conservação

Resumo

Este trabalho tem como objetivo geral elaborar a cartografia têmporo-espacial das queimadas ocorridas no Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), localizado a Sudoeste de Minas Gerais, entre 1984 e 2015. Além disso, identificar as áreas de maior recorrência dos eventos desta natureza, avaliando-as pelas três unidades de planejamento do parque: zona de amortecimento, zona regularizadae zonas não regularizadas. No desenvolvimento metodológico, foram obtidos produtos de sensores orbitais Landsat TM, ETM+ e OLI, entre 1984 e 2015, nos quais foram identificados e mapeados, anualmente, os polígonos de áreas atingidas pelo fogo. Calculou-se o Índice de Recorrência de Queimadas (IRQ), o qual indica o grau de repetições do evento no período de trinta anos. As zonas mais afetadas pelas queimadas trata-se das não regularizadas, seguidas pelas zonas regularizadas e de amortecimento. Os maiores IRQ foram identificados também nas zonas não regularizadas e os menores índices na zona de amortecimento. 

Biografia do Autor

Cassiano Gustavo Messias, Universidade Estadual de Campinas

Departamento. de Geografia / Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas.

Marcos Cesar Ferreira, Universidade Estadual de Campinas

Departamento de Geografia / Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas.

Referências

BRASIL. Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000. SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Publicado no D.O.U. de 19 de julho de 2000.

IBDF. Plano de manejo do Parque Nacional da Serra da Canastra. Brasília: IBDF, 1981

FERREIRA, M.C. Iniciação à análise geoespacial: teoria, técnicas e exemplos para geoprocessamento. SP: Unesp, 2014.

LIMA, G. S. A prevenção de incêndios florestais no estado de Minas Gerais. Floresta, Curitiba, v. 30, n. 1/2, 2000.

LIU, W. T. H. Aplicações de Sensoriamento Remoto. Campo Grande: Ed. UNIDERP, 2006.

MEDEIROS, M. B. M.; FIEDLER, N. C. Incêndios florestais no parque nacional da serra da canastra: desafios para a conservação da biodiversidade. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 14, n. 2, p. 157-168, 2004.

MESSIAS, C. G. Mapeamento das Áreas Suscetíveis à Fragilidade Ambiental na Alta Bacia do Rio São Francisco, Parque Nacional da Serra da Canastra – MG. 13/08/2014. 211 p. Dissertação (mestrado em Geografia) – Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2014.

MILLER, J. D.; YOOL, S. R. Mapping forest post-fire canopy consumption in several overstory types using multi-temporal Landsat TM and ETM data. Remote Sensing of Environment, v. 83, ed. 2-3, p. 181-496, outubro de 2002.

MISTRY, J.; BIZERRIL, M. Por que é importante entender as inter-relações entre pessoas, fogo e áreas protegidas? Biodiversidade brasileira, ano I, n. 2, p. 40-49, 2011.

MMA; IBAMA. Plano de Manejo: Parque Nacional da Serra da Canastra. Brasília: MMA, 2005.

NEPSTAD, D. C.; MOREIRA, A. G.; ALENCAR, A. A. Floresta em chamas: origens, impactos e prevenção de fogo na Amazônia. Brasília: Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais no Brasil, 1999. 202 p.

PEREIRA, C. A.; FIEDLER, N. C.; MEDEIROS, M. B. Análise de ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em Unidades de Conservação do cerrado. Floresta, v. 34, n. 2, Curitiba, p. 95-100, mai/ago 2004.

SUNAR, F; ÖZKAN, C. Forest fire analysis with remote sensing data. International Journal of Remote Sensing, London, v. 22, n. 12, p. 2265-2277, 2001.

Downloads

Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Geotecnologias e Modelagem Espacial em Geografia Física