Determinação de magnitude de corridas de detritos em Caraguatatuba/SP: avaliação de metodologia

Autores

  • Vivian Cristina Dias Universidade de São Paulo
  • Bianca Carvalho Vieira Universidade de São Paulo
  • Marcelo Fischer Gramani Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2346

Palavras-chave:

Depósitos. Corridas de massa. Área de atingimento. Serra do Mar

Resumo

Este artigo tem como objetivo a determinação da magnitude de corridas de detritos em bacias hidrográficas em Caraguatatuba/SP a partir da aplicação e avaliação da metodologia de classificação de magnitude a partir da área inundada (m²). Para tal, os seguintes procedimentos metodológicos foram feitos: a) seleção de bacias hidrográficas atingidas por corridas de detritos; b) mapeamento e determinação da morfologia dos depósitos de corridas de detritos; e c) definição da magnitude. Os resultados mostraram que a magnitude potencial prevista para as bacias, de acordo com a sua classificação quanto à área de inundação, estão de acordo com os registros verificados a respeito do evento de 1967. Dessa forma, a metodologia pode ser aplicada no Brasil para determinação do potencial de magnitude de eventos de corridas de detritos, auxiliando nos trabalhos de prevenção e monitoramento de áreas suscetíveis. 

Biografia do Autor

Vivian Cristina Dias, Universidade de São Paulo

Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo.

Bianca Carvalho Vieira, Universidade de São Paulo

Departamento de Geografia/Universidade de São Paulo.

Marcelo Fischer Gramani, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Referências

ARQUIVO PÚBLICO DE CARAGUATATUBA. Catástrofe de 1967 no município de Caraguatatuba. Caraguatatuba, SP, 1967.

COSTA, J. E. Physical geomorphology of debris flows. In Costa, J. E., and Fleisher, J. P., eds., Developments and applications of geomorphology, New York: Springer-Verlag, 1984. p. 268-317.

CRUZ, O. A Serra do Mar e o litoral na área de Caraguatatuba – SP. Contribuição à geomorfologia litorânea tropical. Tese de Doutorado. IG – Série Teses e Monografias nº 11, 1974. 181p.

CRUZ, O. Contribuição geomorfológica ao estudo de escarpas da Serra do Mar. Revista do IG 11, 1990. p. 9-20.

DE SCALLY, F., SLAYMAKER, O. e OWENS, I. Morphometric controls and basin response in the Cascade Mountains. Geografiska Annaler, 83 A (3), 2001. p. 117-130.

DIAS, V. C., VIEIRA, B. C., e GRAMANI, M. F. Parâmetros morfológicos e morfométricos como indicadores da magnitude das corridas de detritos na Serra do Mar Paulista. Confins [Online], 29 | 2016. URL: http://confins.revues.org/11444; DOI: 10.4000/confins.11444.

GRAMANI, M.F. (2001) Caracterização geológico-geotécnica das corridas de detritos (“debris flows”) no Brasil e comparação com alguns casos internacionais. Dissertação (Mestrado) Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 372p.

JAKOB, M. Debris-flow hazard analysis. In: Debris-flow hazards and related phenomena (Eds. Jakob, M. and Hungr, O.). Springer, 2005. p. 442-474.

JAKOB, M. Morphometric and geotechnical controls on debris flow frequency and magnitude in Southwestern British Columbia. Ph.D. Dissertation, University of British Columbia, 1996. 232p.

JOHNSON, A. M. Physical Processes in Geology. A method for interpretation of natural phenomena – intrusions in igneous rocks, fractures and folds, flow of debris and ice. Freeman, Cooper & Company, San Francisco, Califórnia. 1970. 577p.

KONAVEN, D. J. e SLAYMAKER, O. The morphometric and stratigraphic framework for estimates of debris flow incidence in the North Cascades foothilss, Washington State, USA. Geomorphology 99, 2008. p. 224-245.

PETRI, S. E SUGUIO, K. Características granulométrica dos materiais de escorregamentos de Caraguatatuba, São Paulo, como subsídio para o estudo da sedimentação neocenozóica do Sudeste Brasileiro. 25º Congr. Bras. Geol., Bol. Esp. São Paulo, nº 1, 1971. p. 199-200.

SELBY, M. J. Mass wasting of soils. In: Hillslope materials and processes. Second Edition. Oxford University Press, Oxford, 1993. p. 249-355.

STOFFEL, M. Magnitude-frequency relationships of debris Flow – A case study based on field survey and tree-ring records. Geomorphology, 116, 2010. p. 67-76.

TAKAHASHI, T. Debris Flow: mechanics, prediction and countermeasures. Taylor & Francis Group, London, UK. 2007. 439p.

THUNDER CONSULTANTS LTD. Mitigation of debris flow hazard, Springs Creek fan, report to Morgan Stewart and Company Limited. Victoria, B. C. 1983.

Downloads

Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Geografia Física e Desastres Naturais