Clima urbano através de sensoriamento remoto: evolução histórica da termografia da superfície de Paranavaí/PR – Brasil

Autores

  • Larissa Piffer Dorigon Universidade Estadual Paulista
  • Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2382

Palavras-chave:

Clima urbano. Temperatura da superfície. NDVI. Uso e cobertura da terra. Paranavaí/PR

Resumo

O desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de sensoriamento remoto vêm sendo essenciais nos estudos sobre clima urbano, pois proporcionam comparações ao longo do tempo. Neste sentido, o objetivo principal deste artigo foi identificar a influência exercida pelos diferentes usos e coberturas da terra, ao longo dos anos, na estrutura térmica da superfície urbana de Paranavaí. Utilizaram-se imagens remotas dos satélites Landsat 7 e 8, que permitiram a análise histórica dos anos de 2002 e 2014. Iniciou-se com o pré-processamento (correção atmosférica) e então, partiu-se para o processamento completo. As cartas elaboradas foram as de temperatura da superfície, NDVI e uso e cobertura da terra. Como principais resultados detectou-se que a substituição de vegetação por materiais construtivos elevaram a temperatura da superfície, que a vegetação mostrou-se fundamental na diminuição ou amenização destas temperaturas e que o sensoriamento remoto é uma ferramenta muito útil aos estudos de clima urbano e deve ser explorado.

Biografia do Autor

Larissa Piffer Dorigon, Universidade Estadual Paulista

Departamento de Geografia, Faculdade de Ciências e Tecnologia, campus de Presidente Prudente.

Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim, Universidade Estadual Paulista

Departamento de Geografia, Faculdade de Ciências e Tecnologia, campus de Presidente Prudente.

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Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Climatologia em diferentes níveis escalares: mudanças e variabilidades