Potencial climático para a proliferação de doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti e ocorrências confirmadas de dengue em Porto Alegre/RS - 2014/2015 e 2015/2016

Autores

  • Bianca Marques Maio Universidade Federal de Pelotas
  • Erika Collischonn Universidade Federal de Pelotas
  • Ricardo Brandolt Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2435

Palavras-chave:

Clima. Dengue. Sacdengue

Resumo

Neste artigo, apresenta-se o processo de classificação do potencial climático de proliferação do mosquito Aedes aegypti para Porto Alegre/RS e os seus resultados por semana epidemiológica no período mais propício à ocorrência da dengue (dezembro a junho), nos anos 2014/2015 e 2015/2016. Estes dados são confrontados com os casos confirmados de dengue registrados pela Vigilância Sanitária de Porto Alegre, disponibilizados por semana epidemiológica. Esta análise faz parte do estudo referente a relação entre clima e dengue em Porto Alegre que, por sua vez, se integra ao projeto “Clima urbano e dengue nas cidades brasileiras: riscos e cenários em face das mudanças climáticas globais”. Este trabalho se organizou em três etapas distintas. A primeira refere-se à aplicação da proposta do Serviço de Alerta Climáticos de Dengue, desenvolvido pelo LABOCLIMA (Laboratório de Climatologia) da UFPR aos recortes temporais propostos, de dezembro de 2014 a junho de 2015 e de dezembro de 2015 a junho de 2016. A segunda refere-se à organização dos dados da dengue por semana epidemiológica. Na última etapa, se analisa conjuntamente os dados no sentido de constatar possíveis relações. Verifica-se relação entre classes de temperatura e a classificação final do risco e ocorrências de dengue para o recorte temporal de 2015/2016, porém, não se observa relação similar no recorte temporal 2014/2015. Daí se conclui que o potencial climático é um fator confluente para a ocorrência de dengue numa cidade no subtrópico, mas a variabilidade dos casos de um ano para o outro, resulta de múltiplos fatores ainda a explorar.

Biografia do Autor

Bianca Marques Maio, Universidade Federal de Pelotas

Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Federal de Pelotas.

Erika Collischonn, Universidade Federal de Pelotas

Departamento de Geografia /ICH, Universidade Federal de Pelotas.

Ricardo Brandolt, Universidade Federal de Pelotas

Graduando em Geografia, Universidade Federal de Pelotas.

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Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Climatologia em diferentes níveis escalares: mudanças e variabilidades