Análise geomorfológica de meandros abandonados e paleocanais no alto curso do rio Miranda (MS)

Autores

  • Sidney Kuerten Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Elton Vareiro Teixeira Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Cleiton Messias Rodrigues Abrão Universidade Federal da Grande Dourados
  • Jandir Osuna de Souza Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2492

Palavras-chave:

Paleocanais. Meandros abandonados. Sensoriamento remoto. Rio Miranda

Resumo

O rio Miranda nasce na borda da Bacia Sedimentar do Paraná e atravessa a depressão do Alto Rio Paraguai entre as serras de Maracaju e Bodoquena na direção N de Mato Grosso do Sul. No seu alto curso fluvial (~140km), são encontradas geoformas relictas adjacentes ao canal atual. O objetivo deste trabalho foi identificar, mapear e analisar estas paleofeições. Para isso, foi construido e alimentado um banco de dados geográficos digital para produção de mapas na escala de 1:50.000. A partir dos resultados obtidos em gabinete, foram realizadas incursões a campo com uso de GPS de precisão para detalhar perfis topográficos com presença de paleofeições. A ocorrência destas geofeições adjacentes ao canal atual testemunham mudanças hidrológicas e ambientais que podem estar associadas a ajustes tectônicos e mudanças climáticas holocênicas. A análise de fácies sedimentares e interpretação de indicadores proxy associada à dados radiométricos poderão elucidar os processos envolvidos.

Biografia do Autor

Sidney Kuerten, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Colegiado de Geografia, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS/Jardim.

Elton Vareiro Teixeira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Curso de Geografia, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS/Jardim.

Cleiton Messias Rodrigues Abrão, Universidade Federal da Grande Dourados

Doutorando em Geografia, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD.

Jandir Osuna de Souza, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Mestrando em Geografia, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS/CPTL.

 

Referências

ALMEIDA, F. F. M.. Traços gerais da geomorfologia do Centro-Oeste brasileiro. In: ALMEIDA, F. F. M. & LIMA, M. A. (ed.) Planalto Centro-Ocidental e Pantanal Matogrossense. Rio de Janeiro, Conselho Nacional de Geografia, Guia de Excursão nº 1 do XVIII Congresso Internacional de Geografia. 1959, p.7-65.

ALMEIDA, F. F. M. 1965. Geologia da serra da Bodoquena (Mato Grosso). Boletim da Divisão de Geologia e Mineralogia. Rio de janeiro (219): 1-96, 1965.

FRANCO, M. S.; PINHEIRO, R. Geomorfologia. In: BRASIL. Ministério das Minas e Energia Secretaria Geral. Projeto RADAMBRASIL Folha SF.21 – Campo Grande (Levantamentos de Recursos Naturais, 27). Rio de Janeiro, 1982, 412p.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativas da população residente nos municípios e para as unidades da federação brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2016/estimativa_dou.shtm . Acesso em: 14. fev. 2017.

KUX, H. J. H.; Brasil, A. E.; FRANCO, M. do. S. M.;. Geomorfologia. In: BRASIL. Ministério das Minas e Energia Secretaria Geral. Projeto RADAMBRASIL - Levantamento dos Recursos Naturais, Vol. 19, Folha SD-20 – Guaporé. Rio de Janeiro. DNPM. 1979, 412p.

LITTON, G.. Introduction to database management: a pratical approach. William C. Brown. 1987. 532 pp.

LOCH, C. & CORDINI, J. Topografia contemporânea: Planimetria. 3. ed. Florianópolis, Editora da UFSC. 2007. 321 p.

MARINHO V., KUERTEN, S. As interfaces dos usos múltiplos das águas: uma leitura a partir das experiências de pesquisas no alto curso da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda/MS. In: FONSECA, A.P.C.P.; CARVALHO, P.A.; SOUZA, S.C. GEOGRAFIA E SUAS LINGUAGENS: a construção de novas leituras sobre o espaço regional sul-mato-grossense. 2017. No prelo.

MERINO, E.R.; ASSINE, M. L.; PUPIM, F. N. Estilos fluviais e evidências de mudanças ambientais na planície do rio Miranda, Pantanal. Revista Brasileira de Geomorfologia, v. 14-2 p. 127-134, 2013.

MOSS, G.; MOSS, M. Projeto Brasil das Águas. Sete Rios. Brasília, 2007. 55p. Disponível em :<https://www.brasildasaguas.com.br/sete-rios/images/stories/Resultados/rio_grande.pdf> Acesso em: 15 mar. 2015.

NOGUEIRA, V.L. et al. Projeto Bonito-Aquidauana: relatório final Goiânia. DNPM/CPRM 1978. 14v (Relatório do Arquivo Técnico da DGM, 2744) v1. In: BRASIL. Ministério das Minas e Energia Secretaria Geral. Projeto RADAMBRASIL Folha SF.21 – Campo Grande (Levantamentos de Recursos Naturais, 27). Rio de Janeiro, 1982.

OSUNA, J.; KUERTEN, S.; HAYAKAWA, E.H. Mapeamento de vegetação ripária com imagens de alta resolução da bacia hidrográfica do rio Santo Antonio utilizando os softwares livres AutoGR e QGIS. In: SIMPÓSIO DE GEOTECNOLOGIAS NO PANANTAL – GEOPANTANAL, 5. 22 a 26 de novembro de 2014, Campo Grande, MS. Anais...São José dos Campos, SP: INPE, 2014. p.356-365. CD rom.

ROSS, Jurandyr L. Sanches. Geomorfologia Ambiente e Planejamento. São Paulo: Contexto, 1990, 85p.

ZEILER, M.. Modeling Our World. The ESRI Guide to Geodatabase Design. ESRI Press, 1999, 200p.

SBGF Número do Registro: 0974798/373

Downloads

Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Sistemas Geomorfológicos: Estrutura, Dinâmicas e Processos