Abalos sísmicos moderados no Brasil: um levantamento dos eventos registrados nos séculos XX e XXI e a difusão de medidas preventivas

Autores

  • Willian Sartor Preve Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Giovana Pereira Carraro D’Espindula Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Jairo Valdati Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2542

Palavras-chave:

Abalos Sísmicos. Terremotos no Brasil. Falhas Neotectônicas. Secretarias Estaduais de Defesa Civil

Resumo

O artigo tem por objetivo apresentar a ocorrência de terremotos de magnitude moderada no território nacional, o qual efetuou-se através de um levantamento dos eventos de magnitude 5Mb. Para atingir nosso escopo, realizou-se, primeiramente, uma caracterização dos terremotos seguido de uma abordagem das falhas neotectônicas, que são os mecanismos desencadeadores dos tremores brasileiros. Ademais,abordou-se o nível de atividade sísmica, a implantação da Rede Sismográfica Brasileira e a NBR 15421 da Associação Brasileira de Normas Técnicas para a construção civil, finalizado com as Cartilhas de Prevenção de Desastres propostas pelas Secretarias Estaduais de Defesa Civil. Concluímos que esses eventos vêm ocorrendo majoritariamente na região Norte, porém o caso de Itacarambi-MG mostra que um sismo moderado (aproximadamente 4,9) causou destruição e a primeira vítima fatal no Brasil. Desse modo,sugerimos o uso de instrumentos como Cartilhas para as comunidades e as redes escolares, com a finalidade de alertar sobre o tema. 

Biografia do Autor

Willian Sartor Preve, Universidade do Estado de Santa Catarina

Graduando do curso de Geografia - Bacharelado, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Giovana Pereira Carraro D’Espindula, Universidade do Estado de Santa Catarina

Graduanda do curso de Geografia - Licenciatura, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Jairo Valdati, Universidade do Estado de Santa Catarina

Professor do Curso de Geografia, Departamento de Geografia, Universidade do Estado de Santa Catarina.

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Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Geografia Física e Desastres Naturais