ESPAÇO SEM LIMITES: O PAPEL DA GEOGRAFIA NO CURRÍCULO DE ESCOLAS DE FRONTEIRA

  • Marcos Irineu Klausberger
Palavras-chave: Ensino de Geografia, Estudos fronteiriços, Parte diversificada do currículo

Resumo

O artigo trata do Ensino de Geografia nos currículos escolares em áreas de fronteiras, compreendendo como cenário de estudo as cidades gêmeas de Santana do Livramento, no Brasil, e Rivera, no Uruguai. A pesquisa parte do entendimento de que os processos educativos formais em áreas fronteiriças, por apresentarem um contexto espaço-temporal específico, precisam ser concebidos sob a ótica desta singularidade. Nesta perspectiva, é pensado que a singularidade (plural!) da fronteira, deveria ser lida, pelo Ensino de Geografia, através do que entendemos como sendo um entre-lugar: lugares de criação do novo, nos quais os sujeitos, mediante as suas vivências e do contato com o(s) outro(s), conseguem viver uma condição de multi/transterritorialidade. Destarte, o objetivo do trabalho é refletir sobre quais geografias emergem no contexto de fronteira e que podem/devem dar conta deste entre-lugar, e, assim, tornar o estudante fronteiriço mais competente para ler o mundo em suas diferentes escalas. Para tanto, a abordagem teórico-metodológica está ancorada na Epistemologia Complexa, através de fundamentos da pesquisa qualitativa. Em nossas práticas observamos que um dos problemas que parece envolver as escolas de áreas fronteiriças refere-se à perspectiva monocultural e homogênea que embasa os currículos desenvolvidos no âmbito destas instituições. Assim, este texto parte de uma pesquisa de doutorado que pensa caminhos para outros possíveis currículos, dinâmicos, atravessados por referenciais de diferentes universos que permite aos sujeitos alunos uma leitura do sentido de suas inserções no mundo a partir do lugar que (re)constroem.

Publicado
2019-12-06
Edição
Seção
Conceitos e conteúdos no Ensino de Geografia