JUVENTUDES E PROTAGONISMO: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE PRESIDENTE PRUDENTE – SP, NA ESCOLA E NA CIDADE

  • Victor Ananias Nascimento Carnevali
  • Arnaldo dos Santos Amorim
Palavras-chave: Espaço Escolar; Juventude; Ensino de Geografia;

Resumo

Existem diversas obras acadêmicas na Geografia que permeiam a temática do espaço escolar, dos jovens e do ensino de Geografia, afim de melhor entender quem são esses sujeitos jovens que estão inseridos em diferentes contextos históricos e sociais que geram uma ampla diversidade de culturas juvenis dentro e fora da escola.Pensando o espaço escolar se torna necessário ressaltar que este é instituído por diferentes sujeitos, sendo eles, Professores, coordenadores escolares, funcionários e estudantes que vão se confrontar diariamente em torno de seus sentidos de escola e visões do outro, num campo de relações de poder.Embora tenhamos geógrafos/as preocupadas em entender e dialogar com a juventude, não é a Geografia a ciência que inicialmente aborda essa temática e se preocupa em delimitar o que é a juventude, mas sim os campos da Sociologia e Psicologia. No que tange à metodologia utilizada no desenvolvimento desse trabalho, pode-se dizer que três frentes foram utilizadas para que conseguíssemos alcançar os objetivos propostos, sendo elas, observação participante, questionários e entrevistas. Ao tratarmos da juventude na escola, cabem a nós as seguintes indagações: quem são esses jovens? O que buscam no espaço escolar? E como podemos contribuir para que a direção pedagógica e Professora encarem esses jovens como sujeitos sociais ativos e com histórias e desejos próprios, o que implica ampliar os canais de reconhecimento mútuo e comunicação, tal como trazemos na proposta original? Embora o aumento da preocupação com a temática juventude vem se destacando no últimos anos, a escola ainda tem uma grande dificuldade em compreender quem são os jovens estudantes devido à sua grande heterogeneidade de experiências, contextos e culturas, pois cada vez mais este buscam por autonomia no movimento construção de sua identidade. Autonomia que nunca é total, uma vez que precisam negociar constantemente com um campo de possibilidades que têm diante de si, nos próprios contextos socioespaciais nos quais estão inseridos. Dessa forma, procuramos entender como em uma escola da rede estadual de ensino, do município Presidente Prudente – SP, olha para os alunos.

Publicado
2019-12-06
Edição
Seção
Multiculturalidade, diferenças e identidades no Ensino de Geografia