INTERCULTURALIDADE NA GEOGRAFIA ESCOLAR

  • Pedro Carvalho Calafate
  • Frederico Lima
  • Danyele Vianna Barboza
  • Ana Claudia Giordani
Palavras-chave: Colonialidade do poder e do saber; Base Nacional Comum Curricular, Escola.

Resumo

Captar a Geografia Escolar e suas relações com a interculturalidade requer a apreensão de movimentos múltiplos e coetâneos: históricos, curriculares e do chão da escola. Assim, articulamos três movimentos de grafias e metodologias: Movimento 1 - Colonialidade do poder e do saber: sobre a necessária virada à interculturalidade. Movimento 2 - A BNCC e as estratégias de manutenção e conservação das desigualdades funcionam como um mecanismo de inserção subalterna. Movimento 3 - Pensando o jogo da Identidade e da Diferença a partir do chão da escola. Como resultados apresentamos que a concepção da escola como lócus de produção do conhecimento e do currículo como território em disputa, fruto da negociação de atores internos e externos ao ambiente escolar, numa abordagem sócio-histórica, permitem desviar o olhar para práticas insurgentes de valorização das culturas negadas. Assim, consideramos que o chão de escola e a Geografia escolar podem operar para subverter os processos de homogeneização e subalternização social, ao constituírem espaços para a proliferação da diferença.

Publicado
2019-12-06
Edição
Seção
Multiculturalidade, diferenças e identidades no Ensino de Geografia