CARTOGRAFIA TÁTIL NO ENSINO MÉDIO: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRÉVIO PARA A CONTINUIDADE DA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E INCLUSIVA

  • Enoque Gomes de Morais
Palavras-chave: Ensino de Geografia, Inclusão, Cartografia no Ensino

Resumo

Nas abordagens geográficas, devemos criar condições para que os estudantes percebam e leiam a paisagem, percebendo a forma de interação entre os elementos que compõem o espaço geográfico, para tal, requer do professor atenção quanto à forma de explorar o conteúdo a ser abordado, mas como fazê-lo com pessoas de visão limitada ou cegas? A cartografia tátil, como ferramenta inclusiva, possibilita de forma igual a interpretação e ocupação dos espaços. No entanto, no ensino médio, faz-se necessário a realização de diagnóstico prévio sobre linguagem cartográfica na leitura e interpretação do espaço referente ao ensino fundamental. Entendemos que a eficácia se da no planejamento partindo da compreensão do aluno, pois, não diferente em muitas realidades Brasil a fora, apesar de estarem todos na mesma serie escolar, os processos foram diferentes para cada um, sobretudo para os alunos cegos oriundos de escolas públicas municipais na Amazônia paraense. E dentro deste contexto a noção tanto dos obstáculos e anseios apresentados, quanto às habilidades cartográficas de estudantes cegos se fazem importantes ferramentas para o professor, uma vez que o mais precoce for a obtenção dessas informações, se dará a adequação de aulas e atividades que auxiliarão na continuidade da educação do aluno, sobretudo a geográfica. Com a realização deste trabalho, notou-se a importância da previa avaliação e percepção acerca da familiaridade do aluno com os produtos da cartografia tátil, subsidiando sobretudo o planejamento de aulas, elaboração e adaptação de atividades. Uma vez que foi possível notar que por mais que pareça ser uma relação direta, para o aluno cego, e que não teve acesso à inclusão em aulas de geografia no ensino fundamental, a associação entre o elementar e o global, o lugar e o mundo, mostrou-se dificultosa.

Publicado
2019-12-09
Edição
Seção
Linguagens cartográficas no Ensino de Geografia