O ESQUETE, UMA PRÁTICA NO ENSINO DE GEOGRAFIA

  • Daiane Peluso
  • Marli Terezinha Szumilo Schlosser
  • Eliane Liecheski Artigas
  • Marilene Francieli Wilhelm
Palavras-chave: Esquete; Práticas de ensino; Geografia

Resumo

O trabalho compartilha uma experiência didática pedagógica diferenciada, o ensinar a Geografia com Esquetes e no contexto da sua realização ateve-se momentaneamente ao aporte teórico do Esquete e os estudos relacionados à sua matriz originária que envolve o teatro. Realizada no ano de 2018, no Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta do município de Marechal Cândido do Rondon, região extremo Oeste do Paraná, com alunos do 2° ano do Ensino Médio, na disciplina de Geografia em conjunto com o estudo dos conceitos de urbanização e transformação do espaço das cidades. O Esquete surge da arte do fazer Teatro, mas difere-se da sua matriz formadora pela especificidade apresentativa, em razão da sua duração diferenciada. Destaca-se nesta produção a adoção do Esquete pela teoria teatral, do diretor e ator Bertold Brecht, que adotava em seu teatro o caráter épico, dialético e crítico, salienta nas suas produções a atividade interpretativa dos espectadores, pois favorecia e despertava o seu sentido cognitivo, usa-se este termo como referência para delinear as peças que trazem consigo o contexto histórico do tema. Deste modo, trabalhar em sala com os Esquetes são possibilidades que vem surgindo como alternativas “inovadoras” e “diferenciadas” ao utilizar-se desta prática pelo perfil metodológico essencialista delineado pelo desenvolvimento do aluno, ao promover a liberdade e a criatividade de expressar-se, obtém-se resultados para além da aparência e da interpretação, vê-se no estudo a essência e as relações entre o conteúdo e a realidade vivenciada cotidianamente. 

Publicado
2019-12-10
Edição
Seção
Múltiplas linguagens no Ensino de Geografia