BREVES NOTAS SOBRE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL: UM RELATO SOBRE A APLICAÇÃO DE CONTEÚDOS GEOGRÁFICOS NA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO SOCIAL

  • Heverton José Teixeira da Cruz
  • Clayton Luiz da Silva
Palavras-chave: Acolhimento Institucional; Educação Social; Conteúdos Geográficos; Orientação Urbana

Resumo

Este trabalho tem por objetivo, relatar a experiência da aplicação de conteúdos geográficos, na prática cotidiana da Educação Social, realizada entre os anos de 2015 e 2016, junto a FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO ESPECIAL DA JUVENTUDE E INFÂNCIA – FUNDAÇÃO PROTEGER, situada na cidade de Guarapuava – PR, à qual administra cinco (05) unidades de acolhimento (popularmente conhecidas como “Abrigos”) para crianças e adolescentes, que por ventura sofrem algum tipo de violação de direitos e acabam sendo retiradas do convívio familiar, seja de forma temporária ou permanente. Devido a própria situação de acolhimento, ou pelos próprios motivos geradores do acolhimento, tais crianças e adolescentes, apresentam grande defasagem de conhecimentos comuns ao cotidiano de qualquer pessoa da sociedade atual, bem como, problemas de convívio em grupo e de relacionamento interpessoal. No caso das crianças e adolescentes da FUNDAÇÃO PROTEGER, na maioria das vezes, os mesmos, apresentam dificuldades bastante acentuadas, até mesmo em situações simples da vida em sociedade, como pedir uma informação a alguém na rua, comprar um produto em uma loja ou pegar um ônibus para deslocar-se até locais da vivência cotidiana. Tais dificuldades, podem ter origem nas situações anteriores ao acolhimento, ou na permanência por longos períodos em “Abrigos”, já que na prática, devido aos elementos protetivos que envolvem o serviço de acolhimento, as vivências sociais acabam sendo prejudicadas. Pensando em ações que possibilitassem mais autonomia, na vivência em sociedade, por parte das crianças e adolescentes acolhidos junto a FUNDAÇÃO PROTEGER, procuraram-se realizar atividades práticas, que através da aplicação dos conteúdos geográficos em situações da vida cotidiana de tais crianças e\ou adolescentes, pudessem vir a auxiliá-los na aquisição empírica de conhecimentos que tenham aplicação em situações cotidianas vivenciadas pelos mesmos. Para isso, foram realizadas atividades baseadas nos conceitos de Orientação e Mobilidade Urbana, além de Apresentação e Prática de Atividades Culturais, que procuraram trazer através de atividades como oficinas de “percussão e ritmo” e de “confecção de filtros dos sonhos”, além da prática das chamadas “caminhadas geográficas”, uma vivência que se mostrasse útil para aquisição de autonomia na realização de suas atividades cotidianas futuras, como estudar, trabalhar, viajar, entre outras.

Publicado
2019-12-11
Edição
Seção
Metodologias ativas no Ensino de Geografia