LICENCIATURAS HETERONORMATIVAS? UMA VISITA AOS FLUXUOGRAMAS DE LICENCIATURAS EM GEOGRAFIA DA UERJ

  • Laleska Costa de Freitas
  • Nilton Abranches Júnior
  • Layre Martins da Silva
Palavras-chave: Gênero, Formação de professores, Ensino de Geografia

Resumo

A partir do início dos anos 2000 minorias sexuais começam a ganhar maior visibilidade na mídia. Acredita-se que essa visibilidade pode ser considerada como um movimento de mão dupla. Da mesma forma que põe em evidencia aqueles corpos que antes estavam escondidos, suscita um possível movimento de controle e vigilância. Parte-se do princípio que a escola se apresenta enquanto um lugar onde esse conflito visibilidade/vigilância ocorre de forma contundente. Professores são colocados em xeque no cotidiano escolar quando se deparam com as disputas provocadas pelo heteroterrorismo, tendo sua capacidade de solucionar problemas questionada. Nesse trabalho apontamos para deficiência na formação de professores, e em especial de professores de geografia, para o trato com as questões de gênero no cotidiano de sala de aula.Este trabalho tem como objetivo compreender como as licenciaturas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro contribuem na formação de professores de Geografia capazes de trabalhar com as questões de gênero em suas sala de aula. A escolha da UERJ se dá em função de sua tradição quanto ao reconhecimento de políticas afirmativas, e seu envolvimento em prol do empoderamento das minorias. Para atingir tal objetivo, buscou-se analisar os fluxogramas e as ementas das disciplinas dos três cursos de licenciatura em Geografia da UERJ, ministrados em três diferentes campi. Todos os campi localizam-se na Região Metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. Ao longo do processo de investigação notou-se que apenas um dos cursos de Licenciatura em Geografia oferece disciplina onde está presente em sua ementa a discussão de questões de gênero.

Publicado
2019-12-12
Edição
Seção
Políticas e Práticas curriculares no Ensino de Geografia