TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA NO BRASIL, NA ESPANHA E EM PORTUGAL

  • Rita de Cassia Gromoni
  • João Pedro Pezzato
Palavras-chave: Geografia, Currículo, TIC

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo investigar a relevância atribuída às novas tecnologias na estrutura curricular de cursos de formação de professores de Geografia no Brasil, na Espanha e em Portugal. Para o proposto, foram selecionadas seis instituições das cinco Regiões brasileiras e, no âmbito estrangeiro, foram incluídas duas Universidades europeias: a Universidade de Santiago de Compostela (USC-Espanha) e a Universidade do Minho (UMINHO-Portugal). Foram analisados oito Projetos Político-Pedagógicos (PPP), para o caso brasileiro, a Memória para o espanhol e o Dossiê para o português, além de 306 planos de ensino das disciplinas obrigatórias, 10 estruturas curriculares vigentes em 2013, legislações e outros documentos, de oito cursos de licenciatura em Geografia e dois cursos de mestrado voltados ao profissional do ensino de Geografia. Na perspectiva da pesquisa qualitativa, utilizou-se, prioritariamente, da análise documental e, também, de entrevistas. Considerando um amplo montante de documentos, foi necessário utilizar-se, também, da análise de conteúdo, com o auxílio do software NVivo. A análise indicou certo distanciamento entre o que as pesquisas da área apontam como proposições de avanços para o campo da formação de professores e os documentos das instituições analisadas. Apesar de haver registros indicativos para o emprego de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nos documentos dos cursos em estudo, o uso efetivo de tecnologias para o ensino parece ser um grande desafio para os cursos em questão, uma vez que foi evidenciada a ausência de preocupação com as tecnologias na formação inicial de professores de Geografia. Merece destaque a exceção observada para o caso da UMINHO que possui, em sua estrutura curricular, a disciplina Tecnologia Educativa. As instituições brasileiras e as europeias possuem diferenças estruturais significativas com relação aos processos de formação para a docência em Geografia. Entretanto, ficou evidente a ausência de preocupação com a inserção de tecnologias na formação inicial de professores de Geografia nas universidades dos dois continentes.

Publicado
2019-12-12
Edição
Seção
Políticas de formação de professores e o Ensino de Geografia