A POLÍTICA DE FECHAMENTO DE ESCOLAS ESTADUAIS NO RIO DE JANEIRO E SUAS CONSEQUÊNCIAS SOCIOESPACIAIS

  • Suzana Campos Silva
Palavras-chave: Justiça espacial. Práticas espaciais. Cidadania

Resumo

O trabalho aqui proposto busca explicitar a análise de políticas públicas educacionais direcionadas ao fechamento de escolas estaduais no Rio de Janeiro, que impactam diretamente o sistema educacional e consequentemente o Ensino de Geografia. O intuito é compreender as implicações socioespaciais de políticas de governo que estão pautadas no atendimento de interesses econômicos neoliberais e com isso subjugam, principalmente, as necessidades da população mais pobre e suas práticas espaciais, que determinam o nível de cidadania ao qual essa parcela da população está submetida. Esse tipo de análise é fundamental para promover a justiça espacial, através de reações contrárias ao processo que conduziu a acentuada redução da oferta de vagas nas escolas estaduais do Rio de Janeiro nos últimos anos. Muitas escolas que atendiam ao Ensino Fundamental foram municipalizadas, somado a isso houve uma ampliação significativa do número de alunos por sala de aula, com o intuito de reduzir a quantidade de turmas por unidade escolar, conduzindo assim o chamado processo de "otimização", sob o argumento de combater os espaços escolares ociosos. Esse processo teve como consequência direta e imediata o fechamento de turmas, turnos e escolas que atendiam ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio na modalidade regular e daquelas destinadas a Educação de Jovens e Adultos. Nesse contexto, o trabalho aqui proposto pretende, de forma mais específica, compreender a dimensão espacial da reorganização da rede pública estadual de ensino do Rio de Janeiro.

Publicado
2019-12-13
Edição
Seção
Políticas educacionais e o Ensino de Geografia