ENSINO DE GEOGRAFIA E AS METODOLOGIAS ATIVAS: EXPERIÊNCIAS COM A ROTAÇÃO POR ESTAÇÕES DE APRENDIZAGEM

  • Tiago Garrido de Paula
  • Denizart Fortuna
Palavras-chave: Rotação por Estação de Aprendizagem; Geografia Escolar; Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid)

Resumo

Este relato apresenta as práticas pedagógicas empreendidas nas aulas da disciplina de geografia em turmas do ensino médio do Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Sousa (CEMJGS), sediado em Niterói (RJ), no ano letivo de 2017. Essas práticas foram mediadas pelo emprego da aula em Rotação por Estações de Aprendizagem (REA) em turmas do ensino médio e com a participação de licenciando(a)s do Curso de Geografia da Universidade Federal Fluminense, na condição de bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e sob os auspícios da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Na literatura educacional e no ensino de disciplinas específicas, o emprego de tecnologias a fim de mediar conteúdos escolares não é algo novo. Entretanto, neste artigo, o objetivo é analisar o uso da aula em REA e o desenvolvimento de habilidades próprias concernentes aos conteúdos da disciplina em referência. Nesse sentido, o relato analisa, em termos de potência, em que medida tal procedimento didático seja capaz da problematização da práxis socioespacial, aliás, vista aqui como fundamental conteúdo atitudinal a se desenvolver sob a condição da democratização brasileira como um sistema político produtor de direitos. Assim, dentre outras considerações, observou-se que o sentido formativo das metodologias ativas dos conteúdos desenvolvidos em nossa prática para a educação geográfica sob o contexto da educação de classes populares devem ser combinadas com outras formas de mediação tal como as aulas expositivas.

Publicado
2019-12-13
Edição
Seção
Pibid e a formação do professor de Geografia