Incidência de dengue em ambiente costeiro: uma análise do bairro Cidade Nova em Aracaju a partir dos condicionantes socioambientais

Autores

  • Maria do Socorro Ferreira da Silva Universidade Federal do Sergipe
  • Cyntia Sena Santos Universidade Federal de Sergipe
  • Flávia Regina Sobral Feitosa Universidade Federal de Sergipe
  • Rayane Dejanira Cardoso Santos Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.20396/sbgfa.v1i2017.2272

Palavras-chave:

Risco e vulnerabilidade. Aedes aegypti. Chuva. Terreno baldio. Planejamento urbano

Resumo

O Bairro Cidade Nova apresentou o maior Índice de Infestação Predial (IIP) em Aracaju em 2014 e o segundo em 2015. Esse artigo visa analisar a correlação existente entre os condicionantes socioambientais e o IIP do mosquito Aedes aegypti neste bairro. Para a realização da pesquisa foram realizados: levantamento bibliográfico e documental, pesquisa de campo para identificação, mapeamento e análises dos terrenos baldios; tabulação e interpretações das informações. As análises dos 371 terrenos baldios evidenciaram forte correlação entre a disposição inadequada de resíduos, responsáveis pela acumulação de água durante período de chuva, contribuindo para a proliferação do Aedes aegypti. É necessário planejamento urbano e atuação dos órgãos competentes para melhoria no saneamento básico, ações de Educação Ambiental para a população e políticas públicas para ordenar o uso do espaço urbano e orientar a comunidade no combate a proliferação do vetor da doença e evitar os riscos de contrair a doença. 

Biografia do Autor

Maria do Socorro Ferreira da Silva, Universidade Federal do Sergipe

Departamento de Geografia

Cyntia Sena Santos, Universidade Federal de Sergipe

Departamento de Geografia

Flávia Regina Sobral Feitosa, Universidade Federal de Sergipe

Mestre pelo PRODEMA/UFS

Rayane Dejanira Cardoso Santos, Universidade Federal de Sergipe

Departamento de Geografia (DGE/UFS) e graduanda em Ecologia

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Publicado

2018-02-04

Edição

Seção

Climatologia em diferentes níveis escalares: mudanças e variabilidades