Plantas que regeneram: imbróglios na recomposição de áreas degradadas na Amazônia

Autores

  • Bruno Campelo Pereira Unicamp

Resumo

Este trabalho parte de uma investigação em andamento na região em torno do município de Altamira (PA), onde comunidades agroextrativistas e laboratórios de biotecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) participam de iniciativas de recomposição ecológica de áreas degradadas. A pesquisa acompanha as trajetórias de mudas produzidas em ambientes laboratoriais como agentes que mobilizam e atravessam distintos modos de conhecer e intervir em áreas devastadas. Seguindo os circuitos que conectam viveiros laboratoriais e áreas de plantio, o trabalho se volta para os encontros entre saberes comunitários e técnico-científicos, e para como esses saberes se reconhecem, se complementam ou se reconfiguram mutuamente. Discute-se como critérios de eficiência e de cuidado se articulam ou se tensionam nas decisões práticas, e como se definem, situadamente, as fronteiras do que conta como uma “boa recuperação". Trata-se, por fim, de seguir essas plantas como portadoras de memórias e ritmos próprios, para investigar sua existência nesses terrenos feridos e, com elas, questionar: que futuros os seus agenciamentos tornam possíveis, e para quem? 

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Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 02 | Anti-futurismos e Alianças Vegetais: Mundos em Disputa e Práticas de Regeneração