Modos de conhecer e meios de narrar: oceano(s), corrente(s), grafia(s) e logi(c)a(s)
Resumo
“O mar
Quando quebra na praia É bonito
É bonito”
O mar, Dorival Caymmi
“Do not panic ...;
Stay Calm and Seek Help ...;
Float ... or;
Swim Parallel to the current ...;
Regularly reassess the situation ...”
Survival safety for beachgoers caught in a rip in Castelle et al.(2016)
Em um diálogo interdisciplinar, antropologia e oceanografia se encontram para pensar relações entre seres. Com foco no movimento do oceano, temos em vista articulações que moldam e são moldadas pelas chamadas correntes de retorno. Formadas pela quebra das ondas em determinadas praias, essas podem carregar sedimentos, nutrientes, poluentes, animais e até humanos, notabilizando-se por movimentos velozes, riscos, perigos e por seu (amplo) desconhecimento (Castelle et al., 2016). Inspirados por Strang (2004) e seu trabalho sobre as implicações entre água, usuários e controle, nos voltamos às relações entre correntes, oceanos, pesquisadores, banhistas, salva-vidas e políticas que atravessam as correntes de retorno. Com base em Krause (2023), perguntamos se o conhecimento sobre estas correntes ressoa na maneira de compreender relações sociais e ecológicas com o oceano e seus fluxos. Via revisão bibliográfica (incluindo Helmreich 2011, 2014; Gasalla e Diegues, 2011 e Dua 2024), propomos compreender modos de conhecer, usar e narrar oceano(s), corrente(s), grafia(s) e logi(c)a(s), adentrando suas densidades em meio a uma imensidão de águas e de conhecimento interdisciplinar