Cartografias do Axé: relatos de experiências em uma disciplina da Formação Transversal na UFMG

Autores

  • Yuri Tomaz dos Santos UFMG
  • Amanda do Carmo Ribeiro UFMG
  • Victor Dias dos Santos UFMG

Resumo

Este artigo trata da experiência de três estudantes da pós-graduação em Antropologia Social da UFMG na disciplina Cartografias do Axé, ofertada no primeiro semestre de 2025. A disciplina da Formação Transversal em Saberes Tradicionais tem como objetivo percorrer cartografias de terreiro, entendidas como os territórios com os quais as comunidades têm relação, sejam eles aqueles nos quais se cultivam plantas e criam animais, ou onde se tem encontros importantes que refletem o vínculo das comunidades de terreiro com lugares na cidade de Belo Horizonte e região metropolitana. A disciplina previa visitas a matas, cachoeiras, encruzilhadas, aos quais se associam conexões com as pessoas, forças espirituais, lugares e histórias, com a presença dos/as mestres/as tradicionais de algumas comunidades de terreiro. Pensando em Bruno Latour (2008) em sua perspectiva de que o corpo é um treino para ser afetado, sendo a aquisição de um corpo um empreendimento constante que se relaciona ao sensorial e ao sensível, refletimos sobre o impacto de ter ido à mata, dançado samba, participado de uma festa de Exu e outras cerimônias, dentre outras atividades proporcionadas pela disciplina. Desse modo, reflete-se também sobre como o encontro de saberes na universidade é importante na recriação de trajetórias acadêmicas de estudantes, promovendo o diálogo e influência dos saberes tradicionais com a academia (Carvalho et. al., 2020). 

Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 20 | Encontro de Saberes e Ações Afirmativas - Transversalidades e Experiências