Viver com HIV: modos de vida a partir de práticas científicas, institucionais e curriculares

Autores

  • Sol Coutinho Huerta UFRJ

Resumo

 O presente trabalho é parte do projeto de pesquisa “Pensar (teoria de) currículo com os vírus: educação, ciências e imaginação queer”, com enfoque na educação no antropoceno e ecologia queer, inserido no Grupo de Estudos em Currículo, Ética e Diferença - BAFO! (CNPq/UFRJ). Aqui, o que está em questão é “que efeitos de poder circulam entre os enunciados científicos; qual é seu regime interior de poder; como e por que em certos momentos ele se modifica de forma global.” (Foucault, 2004) Desta forma, o objetivo estabelecido é investigar as intrincadas redes curriculares no qual se inserem os fazeres científicos, partindo da figura do vírus, explorando suas conexões com os campos da ciência e da tecnologia e suas reverberações na construção de práticas institucionais. A partir da noção de que o HIV agora se refere a modos de vida e não de morte certa (Dean, 2023), estrutura-se uma pesquisa de caráter ensaístico-teórico, centrada no processo de fabricação de práticas científicas e educacionais voltadas ao gerenciamento e tratamento de corpos soropositivos. Para tal, mobilizam-se do Manual de adesão ao Tratamento de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS elaborado pelo Ministério da Saúde em 2008 e de projetos hospitalares-governamentais de promoção à saúde para pessoas soropositivas, a fim de explorar os emaranhados curriculares que formam-se a partir dessas redes virais, e as  configurações tentaculares de produção de ciência que simultaneamente ali moldam e são moldadas. 

Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 21 | Estudos de ciência e tecnologia: reverberações nos territórios da educação