A arte como elo: cocriação entre territórios na Teia dos Povos-MG

Autores

  • Mariana Angelis Ferreira UFMG

Resumo

O trabalho proposto visa refletir sobre as alianças artísticas, ou a arte como elo, entre territórios e comunidades que estão junto à terra (ou lutando por ela), tais como os quilombos, aldeias e ocupações. Para essa reflexão, trago a experiência da Teia dos Povos que vêm se construindo em Minas Gerais.  A Teia dos Povos é uma aliança entre diferentes territórios, comunidades e grupos, no campo e na cidade. Trata-se de uma confluência que reúne indígenas, quilombolas, ribeirinhos(as), sem terra, sem teto e muitos outros (chamados núcleos), juntamente com educadores, estudantes e coletivos (que são os elos), atuando em teia - nacional e regionalmente. O princípio que rege essa articulação e seus passos é a busca pela autonomia dos povos, principalmente por meio da terra e do território - mas também da educação, espiritualidade e modos de vida. Em Minas, vem se cocriando, nestes moldes, desde o início de 2023. A fim de pensar como essas alianças se tecem também por meio da arte, proponho pensar a criação do Boi do Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango, que nasce da confluência entre o kilombo e o Boi do Concórdia, do Reinado 13 de Maio, também localizado em Belo Horizonte. Esse trabalho faz parte de uma pesquisa de Doutorado em andamento na Escola de Arquitetura da UFMG, e que também está vinculada à minha atuação enquanto elo-designer junto à Comunicação da Teia dos Povos-MG. 

Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 26 | Modos de fazer, modos de lutar: cocriações em correspondência com quilombolas, indígenas e comunidades de terreiros