Confluências na saúde e a criação de novas perspectivas de cuidado

Autores

  • Giovana Gabriela Santos Malta UNEB
  • Luísa Lopes Oliveira de Sousa Ribeiro UNEB

Resumo

O objetivo da pesquisa é demonstrar como o modelo hegemônico da concepção de saúde ocidental suprime outras formas de percepções, impedindo uma “confluência” entre os saberes. A Metodologia se baseia em uma revisão literatura, tendo como eixo focal teórico as obras de Marly Marques da Cruz (2011) no tocante a saúde e Antônio Bispo dos Santos (2023), sobre o conceito de confluência. Diversas concepções de saúde-doença foram produzidas ao longo de nossa história. Destaca-se que a partir da revolução científica do séc.XVII, o pensamento cartesiano influenciou fortemente o modelo de saúde que ficou conhecido como hegemônico ocidental - biomédico, o qual traz uma visão reducionista do corpo e do cuidado. Em contraponto a essa concepção, o documentário Flor do Moinho (2020), retrata uma benzedeira de uma comunidade quilombola no interior de Goiás, cuja prática era fundamentada em saberes ancestrais, promovendo o cuidado e saúde na sua comunidade. No entanto, Flor era constantemente invisibilizada pelo sistema de saúde vigente que é fruto do pensamento eurocristão colonial monoteísta dos “humanistas” que segundo Bispo (2023, p.15), têm a “necessidade de sintetizar o orgânico”, desconectando-o da natureza. Nesse sentido, cabe superar essa visão fragmentada do corpo que anula outras percepções para permitir a confluência entre os saberes e a criação de novas perspectivas na saúde. 

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Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 32 | Saberes na encruzilhada: resistências, modos de sobrevivência e novas perspectivas na construção de outros mundos possíveis