Plantas, vírus, pessoas, tecnologias, educação… o que a cartografia de controvérsias do terrário nos diz sobre a composição de um mundo comum?

Autores

  • Florence Mendez Casariego UERJ
  • Fátima Teresa Braga Branquinho UERJ

Resumo

Este trabalho é um recorte de uma pesquisa de tese que tem como objetivo principal contribuir para a compreensão da sociedade científica e técnica da qual fazemos parte a partir da descrição da atividade prática de elaboração do terrário, realizada pelos estudantes de graduação da UERJ durante a pandemia da COVID-19, na disciplina “Ciência e Educação em Ciência” (ministrada em 2021). Propomos neste trabalho a explanação da cartografia do terrário, utilizando como abordagem teórica e metodológica a Teoria Ator-Rede (TAR), ou Actor-Network Theory (ANT) em inglês, proposta por Bruno Latour (2021; 2020; 2017; 2016; 2012; 1994), que nos convida a redefinir a noção de "social" a partir da compreensão da indissociabilidade entre humanos e não-humanos, sujeitos e objetos, sociedade e natureza, natureza e cultura, constituem e sustentam a realidade social. Na elaboração da cartografia das controvérsias, buscamos mapear e descrever as associações entre os elementos híbridos que compõem a prática científica, que ocorre no emaranhado de controvérsias, colaborações, traduções, desvios e constantes negociações. Te convidamos para viajar pela cartografia de controvérsias do terrário partindo da pergunta inicial: Quais as pistas mapeadas sobre as associações entre os atores híbridos da rede heterogênea do terrário nos proporcionam ferramentas para pensar na composição de um mundo comum? 

Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 28 | Pedra, planta, bicho, gente… coisas: encontros da teoria ator-rede com as ciências ambientais