Pedagogias Insurgentes no contexto de retomadas de terra e território

Autores

  • Priscila Fazio Rabelo UFPB

Resumo

Este trabalho busca compartilhar algumas práticas pedagógicas insurgentes a 
partir da perspectiva tecida por mestras e mestres no contexto de retomadas de terra e território, principalmente em solo afro-pindorâmico. Por meio de uma abordagem antiespecista, busco destacar a tessitura dessas práticas por meio das alianças entre povos contracoloniais e outros seres além do humano, demonstrando como essas alianças interespécies têm sido fundamentais na construção da autonomia pedagógica em diversos territórios. O trabalho tem como intuito destacar que se, por um lado, estamos diante de um contexto marcado pela violência propagada por um habitar colonial, escravagista, ecocida, cosmofóbico e pela precariedade global (Ferdinand, 2022; Dos Santos, 2023; Tsing, 2022), por outro lado, também estamos diante de um contexto marcado pelas retomadas de terras e territórios (Alarcon, 2013; Dos Santos, 2015; Ferreira e Felicio, 2021; Andrade, 2021). Destaco também que essas retomadas acontecem em diferentes camadas: da terra ao corpo, do território à identidade, dos sonhos ao reencontro com os seres espirituais. Além disso, busco demonstrar que no atual contexto, essas práticas de ensino e aprendizagem têm sido fundamentais na criação e preservação de refúgios de habitabilidade multiespécies e na construção de práticas pedagógicas que rompem com a lógica da violência colonial/ambiental. Por fim, como exemplo de práticas pedagógicas insurgentes em contexto de retomada, destaco alguns elementos de educação e ensino que compõem a proposta da articulação nacional da Teia dos Povos.

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Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 35 | Terra viva, terra livre: retomadas, movimentos e alianças contracoloniais no tempo das catástrofes