A Universidade Pública Como Meio Emancipatório: Narrativas de Professores/as Negros/as no Chão da Escola
Resumo
Trata da pesquisa de mestrado, em andamento, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia, da Universidade Federal de Grande Dourados. A proposta do estudo, deita raiz no Trabalho de Conclusão de Curso-TCC, intitulado Políticas Públicas de Ação Afirmativas para a População Negra: Um olhar sobre as cotas raciais no curso de Pedagogia/Dourados/UEMS – 2017 a 2022. Por tanto, justifica-se o estudo por compreender a relevância do conceito da representatividade através da ascensão pela educação pública e igualitária, incluindo a relação que há entre formação universitária e mercado formal de trabalho. Por isso, a presente pesquisa busca, analisar se os(as) pedagogos/as, egressos das políticas de ações afirmativas, estão exercendo atividades remuneradas, se ser negro/a afeta a sua docência e, ainda se ser egressos cotistas interferem/interferiu em suas atuações profissionais. Esse trabalho perpassará pelo conceito da zona do ser e não ser de Frantz Fanon (1925-1961), do corpo que é aceito para lecionar e do corpo que é visto para limpar, ponto esse também abordado por Achille Mbembe, no seu livro Razão Negra (2014), que para o capital o Negro é um produto e esse está a serviço da manutenção de um sistema excludente. A pesquisa propõe escutar as narrativas de professores/as negros/as por meio de entrevistas e uma observação participante e trazendo as suas escrevivências. E a pergunta é: o que se encontra para esses/as professores/as negros/as cotistas depois da graduação?