Modos de pesquisar e fazer arquiteturas em co-presença Xakriabá
Resumo
Desconcertos, divergências e momentos de “não-saber” atravessaram os modos de pesquisar e fazer arquiteturas com o povo indígena Xakriabá ao longo dos últimos anos. Longe de serem obstáculos, essas situações nos obrigaram a “desacelerar”, observar e pensar: como fazer pesquisa e arquiteturas estando em “co-presença” de todos os seres participantes das nossas construções coletivas? Estar aberto ao “desconcerto epistêmico”, a aprender com as divergências e a “não-saber” o que fazer, não é entendido aqui como um sinal de fraqueza e sim como uma abertura fundamental para construir junto. Esta comunicação parte de um compromisso com o encontro, o cuidado e o fazer compartilhado, para discutir um método de trabalho ancorado no aprender com os deslocamentos, pausas e improvisos que emergem da “co-presença”. A partir de uma pesquisa etnográfica mais ampla, que investiga os modos de construir e aprender na Terra Indígena Xakriabá, práticas cocriativas são mobilizadas demonstrando que fazer em “copresença” exige resistir a apresentação de respostas prévias, diminuindo e transformando os ritmos e os modos de produção das pesquisas e arquiteturas “co-laborativas”.