"Quem vê cara não vê ancestralidade": arquivos fotográficos e memórias insurgentes em Belo Horizonte
Resumo
Belo Horizonte, cidade planejada no fim do século XIX, erguida sobre o ideário de modernidade-colonialista, aliou as imagens técnicas ao urbanismo para criar uma normatividade visual presente em parte representativa das imagens oficiais encontradas em seus arquivos históricos. No embate empreendido com os arquivos pela busca por imagens históricas de Belo Horizonte que contassem histórias sabidas, mas não arquivadas nas caixas-fortes das instituições, o trabalho exercita e discute o trânsito entre saberes e arquivos. Por meio da pesquisa em 8 arquivos e 2 museus de destinação pública e com a interlocução e colaboração de Isabel Casimira (rainha conga do Reinado Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e de Minas Gerais), Júlia Ferreira (matriarca do Quilombo dos Luízes), Mana Coelho (foto-documentarista de Belo Horizonte e região metropolitana) e Valéria Borges (referência comunitária da favela Pedreira Prado Lopes) – companheiras de pesquisa que compartilharam seus acervos pessoais e