Rio de Janeiro entre o diurno e o noturno - O cotidiano macumbeiro durante o pós-abolição (1888 - 1930)

Autores

  • Gustavo Machado Cantisani UCL

Resumo

A presente pesquisa busca fundamentar a formação do Rio de Janeiro enquanto uma cidade macumbeira/feiticeira. Tendo em vista que a maior pujança do que se marca na literatura enquanto “macumba carioca” é justamente no período reconhecido como primeira república que tem inicio em 1888 com o fim da escravidão até 1930 com o inicio do movimento politico encabeçado por Vargas, é neste recorte que ancoro minha analise. Desta forma, penso haver neste tempo histórico uma divisão presente na cidade carioca que é cindida em dois mundos - de um lado a cidade noturna habitada em maioria por africanos, negros e seus descendentes marginalizados e perseguidos - de outro lado a cidade diurna a “París Tropical”, gerida e pensada pela elite carioca, uma cidade que se pretendia europeizada, higienisada e mordernizada. Minha pesquisa se situa nesta linha porosa que divide essas duas cidades. Busco apresentar como as macumbas e os macumbeiros vivem uma cidade noturna que reinventa a todo tempo os “espaços vazios” dotandoos de vida, enquanto a cidade diurna se projeta para apagar a outra. 

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Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

ST 32 | Saberes na encruzilhada: resistências, modos de sobrevivência e novas perspectivas na construção de outros mundos possíveis