O corpo trans na saúde coletiva no Rio de Janeiro: perspectivas de profissionais de saúde no atendimento de pessoas trans
Resumo
O trabalho busca analisar criticamente o quanto certos serviços públicos de saúde, após a Reforma Psiquiátrica e a clínica ampliada, são capazes de responder adequadamente aos desafios e problemáticas presentes nos atendimentos de pessoas trans. Diante disso, o trabalho toma como objeto de análise um serviço público de saúde do Rio de Janeiro, o Instituto Municipal Philippe Pinel (IMPP), bem como uma ONG de suporte à população LGBTQIA+, o grupo Arco-Íris. Metodologicamente, o trabalho se valerá de entrevistas semi-estruturadas com funcionários do serviço de saúde e da ONG; Para o tratamento dos dados obtidos nas entrevistas, empregou-se a teoria fundamentada. Com isso, o trabalho se propõe a discutir questões que dizem respeito a: transfobia institucional, construção da identidade de gênero de pessoas trans e impasses éticos e políticos da internação. Da categorização realizada, selecionou-se as categorias “Adornos” e “Uso de Pronome” para exposição. Dessa forma, pretende-se contribuir na reflexão visando à construção de políticas públicas mais inclusivas e consonantes com a diversidade de gênero existente. O trabalho foi devidamente aprovado no Conselho de Ética em Pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro sob o número DAAE 83267124.1.0000.5279.